Obsolescência do meio de pagamento como conhecemos

Por trás de uma compra com cartão, há um sofisticado processo de comunicação entre diferentes empresas e bancos que não nos damos conta. Mas tudo está prestes a mudar com os pagamentos instantâneos (PIX).  Entenda como funciona a indústria de meios de pagamento no Brasil e como ela será afetada pelo PIX. 

O atual ciclo de uma compra com cartão

Ao realizar uma compra através de um cartão, seja em um e-commerce ou em uma loja física, o consumidor dificilmente nota o processo que está por trás de sua transação. Apesar da experiência simplificada, há vários processos por trás de uma compra por cartão.  

Ao inserir um cartão em uma maquininha, a adquirente envia uma mensagem criptografada à bandeira do cartão perguntando se aquela transação preenche os requisitos necessários para ser aprovada. A bandeira então pergunta ao banco emissor do cartão se aquele requisitante tem créditos disponível para realizar a transação. Em caso positivo, o banco responde a mensagem, autorizando a bandeira, que envia a autorização novamente para a adquirente, liberando a compra através da maquininha. 

No e-commerce, a adquirente pega os dados que o cliente inseriu no sistema e entra em contato com as bandeiras, que repetem o ciclo citado acima, verificando junto aos bancos emissores do cartão se o cliente tem saldo, no caso do débito, ou limite, no caso do crédito. 

Em caso afirmativo, a transação é autorizada, o dinheiro é transferido para a adquirente e o e-commerce receberá o valor de acordo com os termos do contrato fechado. O pagamento pode ser feito ao e-commerce à vista -por meio de antecipação de recebíveis- ou em até 31 dias, em caso de pagamentos realizados no crédito ou imediatamente, se o pagamento foi realizado na débito. 

sistema de liquidação bancária

O que é uma adquirente?

A adquirente é a empresa responsável pelo processamento de compras de cartão de crédito ou débito por meio das “maquininhas” ou módulos de pagamento. É ela que intermedia a relação entre a bandeira do cartão, os bancos emissores de cartões e a empresa do contratante. 

Quando um estabelecimento ou loja online quer aceitar cartões como uma forma de pagamento por serviços e produtos, eles contratam o serviço de uma adquirente. As adquirentes também são responsáveis pelo aluguel das maquininhas de cartão que são utilizadas em compras nas lojas físicas.  

Taxa das adquirentes 

Para realizar essa intermediação, as adquirentes cobram uma taxa por transação, que varia de acordo com a empresa, funcionalidades contratados e forma de pagamento escolhida pelo cliente. Normalmente, a taxa fica entre 2% e 6%. 

O que é a bandeira do cartão

A bandeira do cartão é o player responsável por realizar a análise da solicitação de compra feita pela adquirente. Quando a análise é requisitada, a bandeira do cartão realiza inúmeras verificações, analisando os riscos e as condições da compra. 

A bandeira é responsável por definir,  junto ao banco emissor, o limite de cada conta, o número de estabelecimentos que aceitam determinado cartão e a amplitude geográfica da sua aceitação. As bandeiras mais presentes no mercado brasileiro são MasterCard, Visa, Elo, Itaú e  American Express. 

O que são os bancos emissores de cartão

Os emissores de cartão são as instituições financeiras responsáveis por emitir cartões para correntistas e na cadeia de pagamento, são os responsáveis por verificar a disponibilidade de limite ou de saldo para aprovar ou negar a compra. São eles os responsáveis pelo crédito dos cartãos e pelas informações sobre seus clientes. Por conta disso, as bandeiras firmam parcerias com esses bancos para que eles emitam os cartões de crédito para seus clientes.

Chamamos isso de “mercado de dois lados”. Porque de um lado há o banco responsável por emitir o cartão e do outro, a adquirente, a empresa que faz a maquininha e credencia as lojas para aceitarem aquele meio de pagamento.

O que é uma subadquirente? 

As subadquirentes são empresas que simplificam o processo de pagamento, reduzindo as etapas do complexo processo citado acima. As subadquirentes são credenciadas pelas adquirentes e são responsáveis pela aprovação dos pagamentos e pela segurança das transações realizadas. 

Ao contratar uma subadquirente, os comerciantes reduzem os custos e a dificuldades de implementação e integração dos pagamentos. Elas também englobam mecanismos antifraude, gateways e chargebacks. Essa simplificação é importante especialmente para pequenos lojistas que têm dificuldade de lidar com a complexa cadeia tradicional dos pagamentos. 

Apesar dessas vantagens, as taxas cobradas pelas subadquirentes são mais elevadas que as praticadas pelas adquirentes, o que pode acabar inviabilizando alguns negócios que dependem de pequenos lucros.  

O que é um gateway e como ele funciona

Os gateways são intermediários entre lojas online, também conhecidas como e-commerce e as instituições financeiras responsáveis pelo processamento dos pagamentos. Além de realizar essa intermediação, processando o pagamento durante o checkout, os gateways também podem ser responsáveis por fornecer parcerias com sistemas antifraudes e de conciliação bancária, além de ampliar a oferta de meios de pagamentos. 

De forma simples, o gateway é o responsável por conectar o e-commerce ao processo descrito acima. Quando o cliente insere os dados de pagamento no e-commerce, o gateways transmite os dados para a adquirente, que repassa para a bandeira e assim por diante, repetindo o ciclo do sistema tradicional de pagamentos. 

No Brasil, os maiores gateways de pagamento são a MundiPagg, a Adyen e a Braspag. A Mundipagg, por exemplo, oferece 14 bandeiras de cartão, entre crédito e vouchers, e abrange 8 adquirentes. A Adyen reúne diversos métodos de pagamento em uma só solução. E a Braspag está integrada com mais de 20 bandeiras. 

Dessa forma, se você optar por uma adquirente, o ideal é contratar também um serviço de gateway de pagamentos e outro para proteção contra fraudes, a fim de garantir a segurança dos dados dos seus clientes e a do seu próprio e-commerce. Além disso, o serviço de boleto bancário precisa ser contratado à parte, caso você deseje oferecer essa forma de pagamento aos seus consumidores.

Agora, esqueça tudo e conheça o PIX! 

O Banco Central (BC), através do comunicado n° 32.927, de 21 de dezembro de 2018, estabeleceu a criação de um sistema de liquidação de pagamentos centralizado. O sistema de pagamentos instantâneos, chamado de PIX, ficará pronto em novembro de 2020. 

O PIX permite transferências monetárias eletrônicas por meio do smartphone, sem intermediários e de forma imediata, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Ela será uma alternativa ao atual sistema de adquirência dos cartões e aos modelos de Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC).

O pagamento instantâneo é uma nova forma de transferência de pagamentos digitais que está sendo desenvolvida e utilizado no mundo inteiro. Diferente das modalidades existentes (TED, DOC, Boleto e Cartão), o PIX permite a transferência imediata dos valores, sem intermediadores no processo. 

Como funcionará o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro 

Atualmente, os pagamentos são feito por canais bancários por meio de TED ou DOC e só chega ao destinatário se realizados até as 17h, em dias úteis e demora de 5 a 30 minutos. Com o PIX, as transações serão realizadas em segundos e serão feitas 24 horas por dia, sete dias por semana. 

O Banco Central será responsável por uma infraestrutura única de liquidação que conectará os participantes diretos por meio de empresas de conectividade (switch). As switches serão responsáveis por trazer outros participantes ligados a sua estrutura, como empresas antifraudes. 

Assim, quando um estabelecimento estiver apto ao PIX, ele simplesmente irá gerar um QR Code para o usuário, que utilizará sua câmera do celular para ler o QR Code, autorizando a transação. O banco ou fintech enviará a autorização para o BC, que realizará a liquidação da operação, liberando o dinheiro em poucos segundos.

Just Swipe: tornando seu negócio apto aos pagamentos instantâneos 

Uma das grandes vantagens do PIX é sua estrutura aberta e flexível, que garante acesso às empresas interessadas em prover serviços inovadores de pagamentos. Nós da Swipe estamos sempre na vanguarda nas inovações das soluções de pagamentos digitais. E com isso, desenvolvemos tecnologias personalizadas para que empresas de diferentes setores estejam sempre aproveitando o melhor dos pagamentos digitais. 

Com o PIX e a Swipe, qualquer negócio pode oferecer o mesmo nível de serviços que os grandes bancos. 

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