Open Banking: as tendências e transformações do setor bancário

O open banking está mudando a forma como o mercado financeiro funciona, remodelando diretamente os serviços financeiros de bancos e  criando uma infraestrutura para modelos de negócios inovadores e eficazes. Saiba mais sobre as tendências e transformações do setor bancário.

O que é Open Banking? 🏦

O Open Banking refere-se ao modelo de disponibilização de informações e processos internos dos bancos através de APIs   (Interface de Programação de Aplicações ou Application Programming Interface) para que fintechs e empresas não bancárias possam criar serviços e aplicativos a partir desses dados. 

Segundo o Banco Central do Brasil, o Open Banking é considerado o compartilhamento de dados, produtos e serviços pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas, a critério de seus clientes, em se tratando de dados a eles relacionados, por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de sistemas de informação, de forma segura, ágil e conveniente.

As instituições bancárias oferecem via APIs os dados compartilhados do cliente e dados sobre as contrapartes financeiras do cliente. Os terceiros que acessam esses dados podem utilizá-los para diversas funcionalidades, tais como: comparação das contas e do histórico de transações do cliente para criação de perfils de marketing, construção direcionada de uma variedade de serviços financeiros e etc.

O aumento exponencial de iniciativas de bancos digitais, fintechs e outros modelos de negócio em que a tecnologia e a inovação passam a ocupar papel central nas operações das empresas, não apenas cria novas instituições, como também transforma as instituições bancárias existentes.

O uso de APIs abertas com o open banking permitem que desenvolvedores de terceiros criem aplicativos e serviços em torno da instituição financeira, liberando capital humano para processos primários e específicos. Mas o benefício também é sentido para as instituições bancárias, que podem integrar soluções de terceiros aos seus portfólios de serviços através do Bank as a Platform.

Como o open banking funciona? ⚙️

O desenvolvimento crescente das fintechs tornou a dependência dos serviços financeiros dos bancos clássicos obsoleta. Mas as fintechs e outras empresas  não financeiras ainda precisam utilizar os serviços dessas instituições tradicionais para suas operações.

No open banking, os bancos permitem que startups de tecnologias, fornecedores de serviços financeiros online e empresas não financeiras acessem os dados pessoais e financeiros dos clientes dos bancos. É claro que os clientes precisam conceder consentimento para que o banco permita esse acesso, o que normalmente é feito através do aceite dos termos de serviço. 

Assim que o acesso é concedido, terceiros podem acessar essas informações para melhorar seus próprios serviços. Um aplicativo de controle de gastos por exemplo, pode acessar diretamente os sistemas do banco, capturando os gastos dos usuários, melhorando e automatizando seus serviços através da conexão com as APIs. 

Atualmente, abrir uma nova conta ou adquirir um novo produto financeiro é um processo chato e burocrático. Com o open banking, a nova instituição pode oferecer às pessoas produtos personalizados desenvolvidos de forma adequada para cada perfil.

Quais são os benefícios do Open Banking?

O sistema bancário aberto é uma força motriz para a inovação no setor bancário. Existem diferentes modelos de open banking sendo discutidos e implementados, mas alguns benefícios gerais são inerentes a tendência de abertura do sistema bancário. 

Modernização da experiência do usuário

As inovações estão chegando cada vez mais rápido ao nosso cotidiano. Produtos e serviços que não existiam há algumas décadas atrás, como Uber (2009) e Spotify (2016) se tornaram indispensáveis. Os novos e-consumidores querem uma oferta cada vez mais diversificada de produtos e em tempo record.  E se torna cada vez mais inviável que uma única empresa consiga suprir todos esses desejos. 

No setor financeiro, o open banking propicia uma solução para esse problema. Com a abertura das APIs, fintechs e empresas não bancárias podem fornecer produtos financeiros de outras plataformas ao mesmo tempo que essas empresas continuam especializando-se e se destacam por um produto específico. 

Diversificação de fontes de receita

O open banking fornece grande flexibilidade às instituições bancárias e não bancária, que podem inovar com mais facilidade, abrindo novos fluxos de receita com a monetização de suas plataformas. A primeira e mais comum estratégia de monetização é a cobrança mensal pelo acesso às informações. A segunda forma é a cobrança personalizada, em que apenas se cobra pelos serviços utilizados pelo cliente. Além da monetização do acesso dos dados, o banco ganha a possibilidade de participar das vendas de outros produtos que não fazem parte de seu core business. 

Menos custos

As APIs abertas criam um sistema de comunicação integrado entre instituições, diminuindo os intermediários do processo. Essa conexão direta e interoperabilidade de comunicação torna os processos mais rápidos, baratos e eficientes para todos os envolvidos. Nesse sistema, tanto usuários quanto empresas se beneficiam de menos custos no desenvolvimento dos produtos. 

open banking pode por exemplo, ajudar pequenas empresas a economizar tempo com a contabilidade, detecção de fraudes e monitoramento do comportamento de seus usuários. 

Mais competição, mais inovação 

Tradicionalmente, o setor bancário brasileiro era monopolizado por poucas empresas, responsáveis por fornecer quase todos os produtos e serviços disponíveis. Esse monopólio foi responsável por anos de ineficiência e pouca inovação nos bancos.  Com as fintechs, criptomoedas e bancos digitais desafiando o status quo dos bancos, os bancos tiveram que começar a  investir pesado em inovação, buscando manter suas posições de liderança

O open banking reduz a barreira de entrada para novas empresas que queiram desenvolver novos serviços e produtos, alterando a dinâmica da competição do setor de serviços financeiros. Imagine a dinâmica: um banco sendo forçado a revelar suas informações para uma empresa que pode usá-las para lançar um produto concorrente.

O sistema bancário aberto forçará os bancos grandes e estabelecidos a serem mais competitivos,  resultando idealmente em custos mais baixos, melhor tecnologia, elevando a criação de novos negócios ao máximo e melhorando assim, o atendimento ao cliente. 

E quais são os desafios do Open Banking?

O open banking tem inúmeras vantagens, mas com ele também surgem novos desafios. Riscos graves à privacidade financeira e à segurança das finanças dos consumidores são algumas das questões que precisam ser pensadas com calma, mas não são as únicas. Conheça alguns dos riscos e desafios da implementação do open banking. 

Regulação

A regulação é um dos principais desafios do open banking. É preciso definir exatamente quais dados bancários poderão ser passados, quem pode acessá-los e como o acesso deve ser feito. Os dados financeiros envolvem um fluxo complexo de informações que vão desde o cadastro dos clientes até informações sensíveis sobre os saldos e as transações que estão sendo feitas. O open banking aumenta o potencial de ganhos advindos da inovação e da concorrência e os riscos graves para os consumidores, à medida que mais dados são compartilhados abertamente.  Por isso, sua regulação precisa ser precisa e clara.

Padronização

A base do open banking é a interoperabilidade entre diferentes sistemas para o compartilhamento de informações. Nesse modelo,  todo o mercado financeiro deveria adotar uma camada de tecnologia padronizada, permitindo democratização, transparência e escalabilidade. Entretanto, atualmente cada banco trabalha com um padrão de API, dificultando a conexão simultânea com múltiplas instituições.

Segurança

A segurança anda de mãos dados com a regulação e é sempre uma questão importante quando estamos falando de dinheiro. O open banking apresenta riscos à segurança, à medida que aumenta o fluxo dos dados dos clientes que passam a ser interconectados de várias maneiras. Com o open banking, ameaças comuns como violações de dados, hackers e vazamentos podem se tornar ainda mais difundidas. 

Implementação do Open Banking no Brasil

No dia 24/04/2019, o Banco Central divulgou as diretrizes fundamentais que serão responsáveis por direcionar a regulamentação do open banking no Brasil. As medidas buscam deixam o open banking em consonância principalmente com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando a  eficiência e segurança da operação das instituições financeiras, de pagamento e demais instituições envolvidas no open banking. 

O escopo do modelo abrange, entre outras coisas: 

(i) Dados relativos aos produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes (localização de pontos de atendimento, características de produtos, termos e condições contratuais e custos financeiros, entre outros);

(ii) Dados cadastrais dos clientes (nome, filiação, endereço, entre outros);

(iii) Dados transacionais dos clientes (dados relativos a contas de depósito, a operações de crédito, a demais produtos e serviços contratados pelos clientes, entre outros); e

(iv) Serviços de pagamento (inicialização de pagamento, transferências de fundos, pagamentos de produtos e serviços, entre outros).

É importante lembrar que o compartilhamento de dados dos clientes, depende do seu consentimento  prévio. O modelo de Open Banking  no Brasil deve ser implementado a partir do segundo semestre de 2020, modificando completamente a dinâmica do setor bancário. 

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